terça-feira, 30 de abril de 2013




Segundo Mario Vianna, existem seis qualidades para ser um bom juiz de futebol.



1 – Ser moralmente forte e de moral limpa;
2 – Ser completamente imparcial;
3 – Ter excelente preparo físico;
4 – Ser humilde;
5 – Não querer aparecer como dono do jogo.
6 -  A essas cinco qualidades, pode ser acrescentada uma outra: coragem. Juiz que tem medo de apanhar, não vai além na profissão. (Roberto Goicocheia)

“Coisas do Mário….
1 - Em campo, fazia de tudo: peitava, gritava, agredia até. Era seu jeito de se fazer respeitado por todos. Mário Gonçalves Vianna tinha 1.74m de altura e pesava 90 quilos de uma vitalidade que impressionava a todos que o conheceram. Mário Vianna foi de tudo um pouco: baleiro, engraxate, jornaleiro, empacotador de velas, fiscal da guarda civil, polícia especial, juiz de futebol, técnico do Palmeiras, Portuguesa e São Cristóvão, e finalmente, comentarista de arbitragem na Rádio Globo. (Jornal dos Sports).
2 - Mário Vianna nunca foi homem de meias-medidas. Foi responsável pela única expulsão de Domingos da Guia em onze anos de carreira. Também teve uma passagem com Nilton Santos no clássico Botafogo x Vasco. Atendendo a uma denúncia do bandeirinha, expulsou Nilton Santos que era um gentleman, por ofender o auxiliar. Mário achou estranho o caso e, nos vestiários pressionou o bandeirinha que terminou confessando que tinha mentido. Ele ficou sem graça, foi ao vestiário do Botafogo e pediu desculpas à Nilton Santos. (Jornal dos Sports)
3 - Durante a Copa do Mundo de 1954, no jogo Brasil x Hungria, chamou o juiz Mr. Ellis e os dirigentes da FIFA, de “camarilha de ladrões”. Foi expulso do quadro de árbitros da entidade. Quando já era comentarista de arbitragem na Rádio Globo, quase perdeu o emprego por duas vezes. Na primeira, disse que o juiz Abraham Klein, além de judeu era ladrão. Os patrocinadores do programa eram, como Klein, judeus. Outra vez, numa mesa redonda na TV, sentiu-se asfixiado pela fumaça dos cigarros que os companheiros fumavam. E Mário Vianna desabafou – “Parem de fumar, isso é um veneno, polui os pulmões”. O patrocinador do programa era a Souza Cruz, fabricante de cigarros. (Jornal dos Sports) “
4 - Mário Vianna, considerado um exemplo de arbitragem, tem histórias famosas. Uma delas diz que, antes das partidas, ele passava o tempo no vestiário girando em torno de um círculo imaginário, batendo no peito e dizendo com força:
“Eu sou Mário Vianna, Vianna com dois enes, símbolo do juiz honesto… Eu sou Mário…”
Assim adquiria forças para não errar, como naquele jogo entre as seleções do Chile e da Colômbia. Aos poucos a partida foi tornando-se ríspida. Mário percebeu a ameaça de briga e não deixou por menos: cerrou os punhos e avisou aos jogadores:
“Eu acerto o primeiro que quiser brigar”.
Ninguém brigou.
5 - Mas o melhor exemplo de interpretação da regra do jogo foi dado em 1955, no Pacaembu, pelo próprio Mário. Jogavam Palmeiras e São Paulo e o ponta-esquerda Rodrigues, do Palmeiras, cruzou uma bola alta para a área. Clélio tentou alcançar a bola com as mãos e não conseguiu. Mário apitou pênalti e quando foram reclamar, com sua voz potente não deixou por menos:
“Não tocou na bola, mas teve a intenção. É pênalti. Não admito discussões.”
Com 90 quilos de muitos músculos bem distribuídos na sua estatura de 1,74m, Mário Vianna ostentava excelente condição atlética e física, adquiridas na Polícia Especial. 
Mas foi apitando peladas que Mário foi observado por amigos que, rápido o aconselharam a fazer um curso de árbitro para Liga Metropolitana do Rio de Janeiro. Após realizar com destaque os testes exigidos, Mário Vianna saiu-se muito bem, ficando com o primeiro lugar da turma.
Mário Vianna estreou como árbitro apitando um jogo dos chamados menores. Com muito destaque e autoridade, apitou um jogo entre os times juvenis do Girão, de Niterói e o seu querido São Cristóvão.
Ora, e o qual é o bom árbitro? Garantem alguns que é aquele que só é notado quando o jogo acaba. Quando apita bem, passa despercebido, ganha elogios que são rapidamente esquecidos no momento que comete um erro. Aí o juiz de futebol volta a ter seu nome falado, quase sempre acompanhado dos xingamentos e da ira da torcida. Pois esse era o perfil de Mário Gonçalves Vianna, sempre disposto a não levar desaforos (e desafios) para a sua velha Urca.
“A atitude do arbitro Mário Vianna, no campo de General Severiano, na tarde de 23 de novembro de 1947 quando jogavam Flamengo e Botafogo, pode ser alvo de um meticuloso estudo psíquico, em face dos acontecimentos que precederam os lances que culminaram com uma resolução drástica. Parecia impossível, um homem enfrentar uma multidão.
Tudo começou com um lance perdeu do alambrado onde estava a torcida do Flamengo, quando um torcedor jogou uma garrafa que caiu entre Sarno, Tião e o bandeirinha. Mário Vianna apanhou a garrafa, voltou-se para a torcida e ameaçou atirá-la de volta. Foi aquele corre-corre.
E ele gritou: Por que correram? É porque a garrafa machuca ? Então porque jogaram ?
O público aplaudiu Mário Vianna e o jogo continuou. Quando o Botafogo já vencia por 4×2, aconteceu o lance fatal. Pirilo deu um ponta-pé no goleiro Osvaldo do Botafogo e foi expulso. Tião reclamou e também saiu mais cedo. E, quando Mário Vianna passou perto das gerais, onde estava a torcida do Flamengo, foi atingido por um pedaço de pau. Irritado, pegou o pedaço de pau e jogou contra a torcida. A reação popular foi imediata. Uma verdadeira chuva de pedras, paus e cadeiras caíram no gramado, sempre procurando atingir o juiz. Em principio, Mário Vianna tentou revidar, mas depois teve que recuar. Somente com a intervenção da policia é que a coisa parou. O jogo não terminou por falta de garantias. (Esporte Ilustrado).
Segundo o próprio Mário Vianna, dois jogadores lhe deram muito trabalho: Heleno de Freitas e Zizinho. Heleno era irreverente, malicioso. Um dia, no campo do Vasco, tentou comprometer a arbitragem perante o público, entregando um disco de bolero que o próprio Mário Vianna tinha pedido para o atacante do Botafogo trazer do Chile. O disco foi entregue na pista do estádio e diante do público. No jogo, Heleno quis comandar a arbitragem e terminou expulso de campo.
Houve um jogador que, talvez por ser estrangeiro e desconhecer a fama de valentão de Mário Vianna, teve a infeliz idéia de desafiá-lo. Foi durante o jogo Itália e Suíça na Copa do Mundo de 1954. Inconformado com uma marcação do brasileiro, Boniperti partiu para cima do juiz aos empurrões. Mário Vianna aplicou-lhe um direto no queixo. Mandou que o carregassem para os vestiários e, ironicamente, disse para o massagista:
– Se ele tiver condições, pode voltar para o segundo tempo. Boniperti voltou bem mansinho.
Como todo personagem folclórico, Mário Vianna também tinha o seu lado místico. Era espírita da linha Alan Kardec, rezava ao se deitar e se levantar. Alguns casos são conhecidos. Na Copa de 1970, era companheiro de quarto de Luis Mendes.
Certa manhã ao se levantar, virou-se para o companheiro e disse – “Mendes, liga para tua casa porque teu irmão desencarnou”. Apavorado, Luís Mendes pegou o telefone, ligou para casa e ficou sabendo que seu irmão havia falecido naquela madrugada.
Waldir Amaral contou que certa vez estava embarcando com Mário para São Paulo. E Mário advertiu – “Waldir esse avião vai pifar. Vamos esperar outro vôo”.
– Que nada, Mário, deixe de besteiras – retrucou Waldir Amaral.
Os dois embarcaram e, quando o avião ia decolar, o motor enguiçou e o piloto foi obrigado a dar um cavalo-de-pau para não cair na baía da Guanabara. (Museu dos Esportes)
Quem conheceu o Rio de Janeiro nas décadas de 70 e 80 sabia que era muito fácil encontrar Mário Vianna praticando algum esporte na praia da Urca, a única no mundo que é urbana e tem ares de particular. Ali, entre a sede do Botafogo, o Hospital Pinel e o prédio da extinta TV Tupy, Mário Vianna transitava com desenvoltura e conhecia as pessoas quase uma por uma. Mário faleceu no Rio de Janeiro no dia 16 de outubro de 1989.


                        JOÃO SALDANHA, O BOTAFOGO E O CHOPE

Em 1965, o Flamengo fez a final do campeonato carioca contra o quase invencível Botafogo, perdeu de 1 x 0, mas foi campeão, devido à vantagem que tinha. Após o jogo, João Saldanha (botafoguense fanático) e o colega Maurício Azedo (Flamengo também doente) chegaram juntos à portaria do jornal Última Hora, e João disse a Maurício que o Botafogo pôs água no chope do Flamengo… Foram subindo as escadas e discutindo, a temperatura também subiu, e quando “adentraram” a redação já estavam embolados, aos tapas, com os companheiros de jornal tentando separar os valentões. O jornalista Anderson Campos, também Flamengo doente e membro do PCB, segurou Saldanha, enquanto o ex-jogador Ademir Menezes segurava Maurício, mas a discussão continuou.
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Briga não conhece regra, nem lógica
Maurício jogou duro: disse que Saldanha era analfabeto, que fazia frases curtas porque “se puser uma intercalada no meio vai tropeçar na vírgula”. Saldanha, pouco antes tinha dito que Maurício era “um maroto, um temperamental”. Minutos depois, quando tudo parecia serenado, cada um na sua mesa, os colegas, de olho nos brigões, perceberam Saldanha pronto para atirar sobre Maurício Azedo, pelas costas, uma Olivetti enorme, de carro duplo. À turma que lhe tomou a máquina e reprovou sua atitude de tentar esmagar a cabeça do colega, Saldanha argumentou, aos berros: “– O que tem regra é jiu-jitsu, judô, caratê, essas coisas. Briga não tem regra”.  A história está no delicioso João Saldanha – uma vida em jogo, do jornalista André Iki Siqueira.


DOIS MINUTOS COM JOÃO SALDANHA

Dois Minutos com João Saldanha era um programa de comentários sobre os bastidores do futebol, apresentado por ele. Era exibido de segunda a sábado, imediatamente antes do Jornal Nacional.
- Em São Paulo, o programa passou a ser apresentado pelo locutor Geraldo José de Almeida, em função de sua popularidade na capital paulista.

- João Saldanha foi contratado por Walter Clark para fazer um noticiário esportivo de dez minutos, mas – aconselhado pelo cronista Eustórgio de Carvalho – decidiu reduzir a duração do programa. No início, o informativo tinha duração de seis minutos, depois diminuiu para três e, logo em seguida, o comentarista chegou ao tempo ideal: dois minutos. Com isso, em dezembro de 1970, o programa passou a se chamar Dois Minutos com João Saldanha.
- João Saldanha era o único homem de televisão que não cumprimentava o telespectador com o tradicional “boa noite”, nem se despedia prometendo voltar no dia seguinte no mesmo horário. Ele simplesmente fazia uma saudação com os dedos médio e indicador perto da cabeça.
- Durante a temporada da seleção brasileira no exterior, entre junho e julho de 1973, o programa foi substituído pelo Giro da Seleção, mas voltou ao ar no final de julho, diariamente, no mesmo horário.
- Por ocasião das viagens de João Saldanha para cobrir os jogos da seleção de futebol, os comentários esportivos diários foram feitos por Milton Colen e Luciano do Valle.
- O locutor Luciano do Valle comandava o programa sempre que João Saldanha não apresentava.
- Nessa época, além do seu rápido comentário na TV, João Saldanha também escrevia uma coluna diária para o jornal O Globo e apresentava um programa diário na Rádio Globo. 




O NEYMAR VIROU A "GENI", A MUSICA DE CHICO BUARQUE DE HOLANDA.


Neymar virou a Geni.

Está todo mundo jogando pedra nele.
O Morumbi o chamou de pipoqueiro com a camisa da Seleção e agora foi o Mineirão.
Em São Paulo se disse que era coisa das torcidas rivais do Santos.
Em Belo Horizonte a rivalidade com o Santos é muito menos aguçada.
Pegaram o menino para Cristo e ponto.
Mestre Tostão, faz tempo, pondera que o melhor para ele seria ir para a Europa.
Humildemente, discordei.
Começo a me arrepender.
Aliás, invariavelmente quando discordo dele, me dou mal.
Pegue-se o caso do jogo deste sábado.
Neymar jogou bem, mas perdeu três gols.
Se foi por causa das dores que sentia nem ele sabe dizer.
Porque correu os 90 minutos, ajudou a defesa, desarmou nas imediações da área santista e, eficaz ou não, três vezes ficou na cara do gol.
O Santos fez e faz um elogiável esforço para mantê-lo.
E o tem menos que a CBF.
Que, além do mais, o devolve baleado.
Por mais que, mesmo assim, ele mantenha o clube na mídia e faça a torcida santista crescer, sei não.
Pois, por outro lado, ele ainda é vítima de espertalhões que cafetinam o Santos e buscam, com os argumentos mais oportunistas e dissimulados, explorá-lo como exploram a história santista.
Outros querem vendê-lo para ficar com uma lasca e têm aliados em sórdidas campanhas.
Não há quem aguente.
Informações recentes dão conta que ele está quase pelos tampos.
Parece que anda disposto a deixar de ser arroz de festa e fazer a torcida sentir sua falta.
Com todo respeito, ele não tem mesmo nada que ir jogar em Lins.
Nem em Mogi Mirim.
Melhor ir embora para Pasárgada e ficar amigo do rei.
(Juca Kfouri)

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Taça de campeão dos Mundiais de 1930 até 1970





                                     Taça dos Mundiais de 1974 até os dias de hoje.






Capitães que ergueram a Taça de Campeão da Copa do Mundo
Até hoje, nenhum jogador ergueu a Copa do Mundo como capitão de sua seleção por mais de uma vez. Até a última edição, em 2006, foram 18 copas disputadas com 18 capitães diferentes erguendo a taça de campeão da Copa do Mundo. Confira:

1930- Nazassi, zagueiro, campeão: Uruguai

1934- Combi, goleiro campeão: Itália


1938- Meazza, meia, campeão: Itália


1950- Obdulio Varela, zagueiro, campeão: Uruguai

1954- Fritz Walter, meia, campeão: Alemanha

1958- Bellini, zagueiro, campeão: Brasil

1962- Mauro, zagueiro, campeão: Brasil

1966- Bobby Moore, zagueiro, campeão: Inglaterra

1970- Carlos Alberto Torres, lateral direito, campeão: Brasil

1974- Beckenbauer, líbero, campeão: Alemanha Ocidental

1978- Passarella, zagueiro, campeão: Argentina

1982- Dino Zoff, goleiro, campeão: Itália

1986- Maradona, meia, campeão: Argentina

1990- Matthaus, meia, campeão: Alemanha

1994- Dunga, volante, campeão: Brasil

1998- Didier Deschamps, meia, campeão: França

2002- Cafu, lateral direito, campeão: Brasil

2006- Fabio Cannavaro, zagueiro, campeão: Itália

2010- Cassilas, goleiro, campeão:Espanha
Os cartões amarelo e vermelho mais rápidos?
O cartão amarelo mais rápido foi...

O colunista Fábio Campana conta que, em 2006, o goleiro Artur, do Coritiba, recebeu cartão amarelo antes da partida começar. Como entrou em campo com uniforme preto, parecido com o do goleiro adversário, foi obrigado a se trocar. Ao voltar do vestiário, levou o cartão.


O cartão vermelho mais rápido foi...

Já Severino Filho, na obra Piauí 100 anos de futebol, conta que, em 21.08.2005, no jogo Parnahyba 4x2 Imperatriz, pela Série C do Brasileirão, o jogador Eridon, do Parnahyba, conseguiu a façanha de ser expulso no minuto de silêncio, durante o qual tinha aproveitado para desferir um soco num adversário.

Segundo Mario Vianna, existem seis qualidades p ara ser um bom juiz de futebol. 1 – Ser moralmente forte e de moral limpa; 2...