terça-feira, 30 de abril de 2013


                        JOÃO SALDANHA, O BOTAFOGO E O CHOPE

Em 1965, o Flamengo fez a final do campeonato carioca contra o quase invencível Botafogo, perdeu de 1 x 0, mas foi campeão, devido à vantagem que tinha. Após o jogo, João Saldanha (botafoguense fanático) e o colega Maurício Azedo (Flamengo também doente) chegaram juntos à portaria do jornal Última Hora, e João disse a Maurício que o Botafogo pôs água no chope do Flamengo… Foram subindo as escadas e discutindo, a temperatura também subiu, e quando “adentraram” a redação já estavam embolados, aos tapas, com os companheiros de jornal tentando separar os valentões. O jornalista Anderson Campos, também Flamengo doente e membro do PCB, segurou Saldanha, enquanto o ex-jogador Ademir Menezes segurava Maurício, mas a discussão continuou.
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Briga não conhece regra, nem lógica
Maurício jogou duro: disse que Saldanha era analfabeto, que fazia frases curtas porque “se puser uma intercalada no meio vai tropeçar na vírgula”. Saldanha, pouco antes tinha dito que Maurício era “um maroto, um temperamental”. Minutos depois, quando tudo parecia serenado, cada um na sua mesa, os colegas, de olho nos brigões, perceberam Saldanha pronto para atirar sobre Maurício Azedo, pelas costas, uma Olivetti enorme, de carro duplo. À turma que lhe tomou a máquina e reprovou sua atitude de tentar esmagar a cabeça do colega, Saldanha argumentou, aos berros: “– O que tem regra é jiu-jitsu, judô, caratê, essas coisas. Briga não tem regra”.  A história está no delicioso João Saldanha – uma vida em jogo, do jornalista André Iki Siqueira.

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